Todos falam na “procura pela felicidade” como se essa fosse um objeto em um local difícil de ser alcançado. Tratam-na como se todos soubessem o que é e como sendo a mesma coisa para vários, um conceito comum. A felicidade não é sólida e imutável, é relativa. Algo que te faz extremamente feliz a ponto de cantarolar ao acordar, bater na porta do vizinho e desejar bom dia e sair na rua com um sorriso insuportável no rosto, pode deixar outra pessoa infeliz ou miserável
Esse conceito de felicidade absoluta é tão certo e esperado por nós, que esquecemos que também somos geralmente felizes no nosso dia-a-dia. Não a percebemos porque esperamos que algo extraordinário e miraculoso nos aconteça para que possamos nos julgar contentes. Para que melhor prova desse nosso comportamento que o bordão: “Eu era feliz e não sabia”?
Achamos que quando a felicidade nos atingir também chegará aos nossos, e que nenhum problema poderá apoderar-se de nós ou deles. Será o paraíso na Terra, um filme hollywoodiano ou conto de fadas. E com imensa ingratidão vamos deixando o tempo de ser feliz para depois.
A alegria tem que ser só sua, não espere que os outros fiquem felizes para fazê-lo, não espere nada mais extraordinário que um email que estava esperando, uma nota alta que tirou, algum elogio, sua mãe/esposa fez seu prato favorito, ou às vezes não espere nenhum motivo, ria sem mas nem porquê. Quem procura acha, então cace aqueles pequenos momentos, aqueles pequenos sorrisos, prometo que não irá precisar ir muito longe.

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